PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA ETAPA 2 PAVIA-MORA
No quartel dos bombeiros voluntários selei a minha
credencial, mas como estavam em obras não pude-me alojar, fui à junta d e
freguesia e me disseram, que a Câmara Municipal de mora tinha cedido o pavilhão
da Casa do Povo para um grupo de mais ou menos setenta peregrinos que vinham de
Évora e de Arraiolos. Falei com alguns que se mostraram cautelosos, até mesmo
um padre missionário do Preciosíssimo Sangue, somos da mesma Família de Deus, e
mesmo assim a hospitalidade e obra de misericórdia de dar abrigo aos peregrinos
põe as pessoas de sobreaviso, graças a Deus que o meu pároco os ia nessa noite
visitar, que eu tinha credencial de peregrino e sobretudo conhecia algumas
pessoas do tempo de adolescente!
Tudo se resolveu! Reconheci antigos colegas de escola,
pessoas que não via há anos, amigos de família e até uma simpática senhora que
foi funcionária na escola do meu tempo de guri! Foi uma grande alegria estar no
meio de irmãos na fé e ligados à minha infância passada.
Fui à vila e no largo da igreja comprei numa loja de
produtos regionais, um rustico pão caseiro a lenha e um queijo curado d ovelha
de Borba. Entrei na Casa da Cultura para ir consultar a net e postar as fotos
da etapa no blog mas os computadores não tinham entrada para cartões de memória
SD. Enfim…Portugal no seu melhor…
Estava cansado uma etapa curta mas estafante porque teve
mais asfalto do que esperava…além do mais a 351, dizem que devido às portagens
da autoestrada, aumentou o trafego de pesados para cerca de 1000 camiões
diários! O que a torna em termos de segurança rodoviária perigosa e obriga a
qualquer um a estar sempre alerta.
O grupo ofereceu-me jantar mas só aceitei a sobremesa, já
tinha comido no snack-bar dos bombeiros uma fritatta (omelete) de espargos daqueles
que tinha apanhado! Os sacerdotes foram visitar e incentivar os seus
paroquianos e os enfermeiros do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta vieram
também para cuidar das mazelas que a etapa fez a todos. Aproveitei para tomar
um duche frio e tentei descansar mas acordava com os do peregrinos e também com
os meus próprios roncos! Amanhã a etapa ficará mais longa! Com 33 Km para
compensar a de hoje que foi bem curta. Mas foi bom ter ficado não em tenda de
campismo mas partilhar o mesmo espaço e o mesmo espirito de peregrinação. Ser
Igreja é, isto mesmo ser um só coração e um só corpo.
PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA 163 Km
Etapa 1 Igrejinha-Pavia 28 Km
Recebi a Benção do Peregrino na Missa Dominical e Segunda-feira sai do meu 29, a minha casa, tomei o abatanado e carimbaram-me a Credencial de Peregrino no Café do Prates.
Segui pela estrada da cerâmica escoltado por frondosos choupos, de um pau seco dessa arvore fiz meu bordão de peregrino porque é uma madeira muito leve. Passei pela adega da Quinta das Ânforas e segui para a Herdade da Oleirita, saltei a Ribeira do Divor e encontrei a Eco Pista que me conduziu paralelo à ribeira , um percurso lindíssimo com a Primavera a dar cor à paisagem. Estevas de flor amarela, rosmaninho roxo, sargaços com a branco imaculado, as arvores de água eram freixos verdes e no montado muitas azinheiras e a sobreiros. As oliveiras antes onde pastavam vacas demasiado curiosas pela minha passagem...
Tentava chegar antes das cinco da tarde porque presidente da junta de freguesia de Igrejinha, o Sr. Caetano ao ver-me sair da aldeia disse que iria telefonar para o seu colega de Pavia para me arranjarem alojamento. Os últimos 4 Km foram terríveis! tinha tido um percurso lindo e calmo mas a chuva começou e não parou até Pavia! Via ao longe os altos silos de trigo da Epac na estação de Pavia e nunca mais chegava!
Ao entrar na vila a única porta aberta era uma igreja modesta, entrei e vi a luz do Santíssimo Sacramento, saber que o corpo de Cristo estava no sacrário... aqueceu meu coração pensei...Tu estavas à minha espera ...de porta aberta.
Mais adiante estava a ermida de S. Dinis, um monumento megalítico que se cristianizou de um dólmen funerário para templo dedicado a um santo.
Nos antigos Paços do Concelho de Pavia, entrei no edifício histórico da Junta e carimbei minha credencial. Perguntei se sabiam de algo para mim e me disseram que sim! Alojaram-me no pequeno Salão Nobre no 1º andar, com ar condicionado! Dormi no chão, mas a meio da noite juntei seis cadeiras e dormi desse modo!
Jantei sopa de grão e espinafres, um naco de pão e um copo de tinto.
Tomei na casa de banho pública, um duche que me aqueceu após aquela chuvada!
Amanhã não irei para o Couço mas só até Mora, depois compensarei a distância!
Pena não ter conseguido ver a Igreja Matriz de S.Paulo que tem um interior que sempre me cativou com seu altar e sacrário em talha dourada.
Jantei sopa de grão e espinafres, um naco de pão e um copo de tinto.
Tomei na casa de banho pública, um duche que me aqueceu após aquela chuvada!
Amanhã não irei para o Couço mas só até Mora, depois compensarei a distância!
Pena não ter conseguido ver a Igreja Matriz de S.Paulo que tem um interior que sempre me cativou com seu altar e sacrário em talha dourada.
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